Para os novos investidores, o primeiro passo nessa nova jornada é a reserva de emergência. A reserva de emergência é um passo importante nas finanças de todas as pessoas. Esta fatia do patrimônio é responsável por garantir a segurança necessária quando ocorrem despesas inesperadas e infortúnios na vida. Ele também permite evitar dívidas para cobrir esses custos.

Como o nome sugere, uma reserva de emergência é o dinheiro reservado em uma conta separada apenas para ser usado em caso de emergências verdadeiras. Esse fundo não deve ser tratado como um fundo pessoal para compras por impulso ou para grandes despesas que podem ser antecipadas. Em vez disso, deve ser um investimento de alta segurança, e liquidez.

Neste guia sobre reserva de emergência, abordaremos o seguinte:

1- Quanto você deve economizar em emergências
2- Onde manter sua reserva de emergência
3- Dicas sobre a constituição da reserva de emergência

 

Quanto você deve economizar em emergências

Uma regra prática repetida é economizar em média seis meses de despesas como fundo de emergência. Esse é um objetivo razoável. No entanto, você não precisa seguir cegamente nenhuma regra financeira básica – particularmente uma que possa não ser realista no seu próprio caso.

Criando a reserva de emergência

Para definir sua meta de reserva de emergência, é útil considerar algumas coisas.

Primeiro, reconheça que pode levar meses para economizar até um único mês de despesas. Por exemplo, suponha que você gaste R$ 2.000 por mês. Se você conseguir economizar 10% desse valor, ou R$200 por mês, levará 10 meses para acumular um mês de despesas em um fundo de emergência.

Agora multiplique esses períodos por seis e fica claro que criar uma reserva de emergência igual a seis meses de despesas é uma meta para muitos a longo prazo. O ponto é que, embora seu objetivo final possa ser economizar seis meses de despesas, talvez você precise começar com um objetivo menor que possa atingir em um período de tempo razoável. O valor de um mês para levar para casa é um sólido ponto de partida. Isso permite que você comece a criar um fundo de emergência e, ao mesmo tempo, atenda a outras prioridades financeiras, como pagamento de dívidas e economias de aposentadoria.

Segundo, reconheça que existem dois tipos de emergências financeiras. A primeira é uma despesa inesperada, como um reparo de carro ou casa. Tais emergências, embora potencialmente caras, são limitadas no tempo e fixadas em quantidade. O segundo é uma perda inesperada de renda. Um surto repentino de desemprego pode ser um problema de curto prazo ou um desafio muito mais longo e severo, dependendo de suas próprias circunstâncias e da economia.

Por esse motivo, considere a estabilidade de sua renda ao definir sua meta de reserva de emergência. Normalmente se aconselha 6 meses para pessoas que têm um emprego e 12 meses para profissionais liberais e empresários. Mas você deve refletir sobre a sua realidade e a partir disso decidir qual é o seu número.

Terceiro, estime seus custos para despesas críticas. Isso inclui moradia, alimentação, transporte lazer e contas diversas. Só porque você gasta R$ 2.000 por mês agora não significa que seria preciso muito para sobreviver. Você pode achar que suas despesas críticas são significativamente mais baixas que os gastos mensais atuais, o que inclui despesas mais superficiais como restaurantes e entretenimento.

Onde manter sua reserva de emergência

O objetivo de um fundo de emergência é disponibilizar seu dinheiro imediatamente em caso de um imprevisto. Dessa forma, contas de investimento que garantem no mínimo 100% do CDI, ou mesmo um Tesouro Selic, pois o objetivo não é rentabilidade, mas segurança e acessibilidade ao patrimônio.

Dicas para economizar uma reserva de emergência

Essa deveria ser a prioridade de TODAS AS PESSOAS que ainda não possuem a reserva de emergência. Para fazer isso, além de mapear suas metas, faça um gráfico de suas receitas e despesas mensais. Certifique-se de distinguir desejos, como ingressos de cinema e jantar, das necessidades reais, como aluguel ou financiamento habitacional e demais contas fixas.

Depois de conhecer suas despesas críticas, crie um plano para reservar uma certa quantia a cada mês. Transferir esse valor automaticamente da sua conta corrente existente. Ao automatizar o processo, é muito mais provável que você se atenha ao plano.

Uma boa maneira de turbinar seu fundo de emergência é usar sua devolução do imposto de renda, ou mesmo o décimo terceiro, para quem trabalha para uma empresa.

Para os empresários e empreendedores, a solução é desde já criar o hábito de separar um percentual mensal para constituir esse capital. Uma boa ideia também é direcionar uma parte significativamente maior nas oportunidades em que receber valores maiores e fora da curva.

Por hoje é só pessoal. Se surgirem dúvidas, comenta aí embaixo. Vamos respondendo e ajudando a todos.

See ya.

Filipe Mallmann

É Conselheiro na Ordem dos Advogados do Brasil no RS, Presidente da Comissão de Direito da Tecnologia e Inovação da OAB/RS, gestor de contas corporativas no Pereira e Mallmann Advogados, e apaixonado por tecnologia e investimentos.

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